25.2.12

politica multiplicada


O que adianta ser jovem se vc é colocado na periferia e ninguem da bola pra vc. Até onde a pesquisa cientifica a respeito é factivel e ate onde a etnografia é realmente consistente. Muitos coletivos fazem arte fora dos museus e de todo tipo de institucionalidade, pois consideram que nela existe a burocracia elitista da qual eles querem fugir e percebem que não sao obrigados a ser subordinados pela mesma.
A lei está para a sociedade embora quem tenha que cumpri-la seja a classe baixa enquanto a classe alta se sobrepoe as leis por meio do dinheiro e das facilidades que o mesmo as ocasiona enquanto as outras classes não tem a oportunidade de chegar até lá.
Por isso os coletivos são um meio de manifestacao para poder sobreviver e construir uma ponte a mais, se agrupar e se juntar para estar em uma condição melhor e obter as oportunidades que não teriam se não construissem esses meios.
Estes coletivos utilizam-se da arte para se manifestar. A arte é importante, embora ela não vai te levar a nada se você não se apropriar dela para comunicar o que precisa, e isso só vai acontecer enquanto vc seja livre na arte e a utilize como ferramenta para comunicar, podemos ver isto na produção audiovisual de diversos coletivo. A arte visual não se fecha nada mais ao audiovisual, e muitos grupos utilizam-se de uma arte visual de um orçamento mais baixo para se manifestar e fazer chegar a mais pessoas na cidade.

Comunicar a sociedade? Comunicar a quem?
Muitas vezes, as manifestacoes desses coletivos e de todo jovem cai no abismo da revolução no meio de um sistema já estruturado a anos atras e de muito dificil modificação. Colonizacao policia escola política familia igreja catolica e o sistema caotico da cidade, trasnporte.....
Os jovens conseguem construir algo novo e impactante nas suas proprias comunidades e nos pequenos grupos que eles constroem e no qual se relacionam. As apropriações são interessantes mas cabe a todos se questionar até onde estas apropriações são parte de uma rebeldia a mais, ou uma real tentativa de fugir do sistema no qual eles estão implementados. Até onde estes jovens conseguem mudar a realidade de muitos (e não de poucos) e o sistema cotidiano da cidade?
O frustramento surge embora as mudanças são em larga escala e periodo de tempo, o que muda é a percepção destes jovens em relação as questoes nas quais antes eles se sentiam oprimidos e agora eles sabem que não sao mais. Uma vez inseridos no sistema, este forma de controle e repressão que antes ocasionava medo, agora é bem menor e as possibilidades de ação, comunicacao e criaçao  tornam-se mais amplas.  
Boa parte das ações são midiáticas, embora este seja um timido começo podemos ver o resultado que partem de idéias autogestionarias mas caminham em direções maiores, aqui vemos que onde a arte e a mídia caminham em camidos conjuntos para a construção de jovens para a politicidade combinada. 

2.11.11

Flores guardada.s

Quem viaja sabe que só podemos admirar as flores e os animais, mas que não podemos glorifica-los como santos em igrejas ou nos nossos cotidianos. 

E amar? Dizem que se torna mais fácil amar para quem viaja pois sente os pés na terra que as vezes fica seca e outras molha em um tempo que não passa, pois cada vez fica atrás a memória do que já se foi e assim se constrói e se encontra algo novo no caminho do andante. Algo que nós humanos tendemos a querer nos agarrar com unhas e dentes em seca ou furacões, memórias. Mas falando de amores ciganos, um amor que também pode se entender como ingénuo, fútil e pouco perseverante, para mim tem um significa bem mais profundo. Pois um amor de nómades é muito mais do que o que a distância pode esconder. Talvez o destino, talvez malicioso se encarregue de apagar o tédio mas guardar o mistério para si, quando se fala de um tempo que se passou, que não se viu mas que sim se amou. É um mistério do qual a prisão, os padrões, as tradições e as obrigações não conseguem se entender nem muito menos se prender, por isso faz se dele um amor livre! 

Vamos rodando na cidade circular e deformada, o viajante percebe que nada é perfeito e se contenta com isso. Ele sabe que o mal está por vir e que o bem sempre o rodeia naquela costas com uma mochila que não significa nada, naquela roupa que também algum dia será jogada fora e os seus velhos livros algum dia até poderão ser uma bela cagada. O homem que fica ou viaja sabe que as mãos e também os pés algum dia ficarão ásperos e que o cabelo algum dia cairá.. mas tudo continua a dar voltas.. e isso   conseguimos perceber com clareza quando viajamos, no olhar dos viajantes, no olhar dos residentes. Pois nos encontramos de um olhar até outro olhar. O olhar pode endurecer-se ou até amortecer-se, mas ele sempre refletirá algo e uma beleza interior. Lá na autobahn do kraftwerk ou na estrada sinuosa das praias de são paulo, ou indo mais longe a mesma sinuosidade, só que desta vez agrícola na estrada que leva de são paulo a assunção ou seguindo um pouco e ainda mais longe, a estrada plana e árida das terras do sul até a cidade do meu querido carlos gardel, trazem respostas ao azar. E assim, conversas com amigos mochileiros de distintas partes do mundo ha diversas direções, começos, fins e meios que ainda continuam levando, andando ou que agora somente fazem parte de guias de viagem com poeira, em sebos ou prateleiras, memórias de amigos distantes e de lembranças apenas hierárquicas.. pois só são lembranças guardadas que agora precisam ser quebradas, pela rotina e a necessidade de diversas prioridades que levam a impossibilidade do contato territorial com o mundo. 

Amores construídos, amores acabados. 

Lá na estrada, aonde não se conhece ninguém, mas facilmente se reconhecem os humanos em pequenos gestos, longe da mundialização.. pessoas se reconhecem na cicatriz do olhar. Mas aonde melhor nos encontramos quando viajamos, é na verdade em nossos livros, diarios ou naquele violão, naquela foto antiga guardada, naquela flor que recolhestes no chão de uma cidade simpática e colocastes no meio de uma página que até então estava vazia e voltas a reencontra-la só que desta vez com novas palavras. 



* Neste texto não existem maiúsculas para pessoas, nomes ou territórios, pois todos e todas as coisas são importantes e não quero distingui-las.

21.1.11

Fashion mob = Flash mob em São Paulo


Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público, que combinam através de mensagens pela internet para irem a determinados lugares, efetuar alguma coisa de forma inusitada (dançar, gritar, pular amarelinha, recitar a tabela periódica, etc.), deixando todo mundo confuso, se dispersando depois de algum tempo, sem explicar nada a ninguém.
Em São Paulo, criaram o Fashion Mob. 
Mais informações:

19.12.10

Liburdis.

Centro. São Paulo. Brasil.
Liburdis são criaturas sem pés nem cabeça, pois não podeis vê-los completamente como as outras criaturas, só podeis capturá-las com filtros magnéticos e isolados de uma cor só. Liburdis são teimosos, encantadores e bestiais, não julgue-os sem vê-los tomar um sorvete..... podeis encontrá-los no "Asteroide B 612", use o seu google maps e não esqueça: vire a direita!